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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Minha jornada rumo à masculinidade: um ex-transexual conta a sua história


Abusos e confusões na infância fizeram Walt Heyer pensar que era uma mulher presa no corpo de um homem. Sua vida cheia de vícios e uma escolha precipitada mostraram que ele estava errado.

Em meados de 1940, Walt Heyer era só um garotinho que crescia na Califórnia, interessado em cowboys, carros e guitarras, até que, um dia, sua avó começou a fantasiar que ele queria ser uma menina. Ela ingenuamente confeccionou para seu neto um vestido roxo de seda, o qual ele passaria a usar quando a visitasse.
Mal sabia Walt que aquele vestido seria o gatilho a desencadear 35 longos anos de "tormentos, desilusões, remorsos e mágoas". A confusão com a sua identidade sexual o levaria ao alcoolismo, às drogas e até a uma tentativa de suicídio.
No auge de seus conflitos interiores, Walt recorreria a uma "cirurgia de redefinição de sexo" (uma vaginoplastia) para se parecer com uma mulher – operação da qual ele acabou se arrependendo profundamente. "Deus me fez homem, do jeito que eu era, e nenhum bisturi jamais poderia mudar isso", declarou Walt, em uma entrevista ao LifeSiteNews.com.
Hoje, resgatado por sua fé em Jesus e plenamente conformado com a sua masculinidade, Walt vive para divulgar a sua história e conscientizar as pessoas atormentadas com conflitos sexuais, para que não cometam o mesmo erro que ele cometeu.
A vergonha por ser homem
Em um livro de 2006, Trading my Sorrows, Walt relembra que o vestido roxo foi apenas a primeira de muitas influências em sua vida que o fizeram envergonhar-se de ser homem. Houve a molestação sexual que ele sofreu nas mãos de seu tio, a qual fê-lo sentir vergonha de seus órgãos genitais. Da parte de seu pai, uma disciplina rígida – praticamente indistinguível de abusos físicos – fez com que Walt se sentisse incapaz de corresponder às expectativas paternas.
Walt recorda que nunca se achava bom o suficiente para seus pais. "O que eu buscava desesperadamente era a aprovação de meus pais naquilo que eu fazia de melhor, era achar meu próprio nicho, onde eu pudesse me expressar, desenvolver meus talentos e fazer algo de que eu gostasse", ele explica, em seu livro.
O menino sem nenhuma auto-estima começou a desprezar a si mesmo e o seu corpo, passando a achar consolação em seu estranho hábito de vestir-se como menina – que ele tratou cuidadosamente de esconder dos pais. O cross-dressing tornou-se o seu lugar secreto, onde ele se sentia a salvo dos conflitos externos e das duras disciplinas aplicadas por seu pai e sua mãe.
Uma tirana dentro de si
Enquanto entrava na adolescência, Walt diz que a garota dentro de sua cabeça crescia mais poderosa e demandando mais de seu tempo. Ainda que ele gostasse de carros estilosos e saísse com belas garotas da escola, não importava o quanto ele lutasse, parecia-lhe impossível livrar-se daquela obsessão. Depois do ensino médio, Walt saiu da casa dos pais e começou a fantasiar-se na privacidade de sua própria casa. Até então, ele já tinha acumulado um número considerável de peças femininas, mas ainda se sentia profundamente envergonhado de seu hábito secreto.
Depois, Walt casou-se, ficou rico e passou a viver o "sonho americano" – pelo menos nas aparências, já que ele mantinha secretas as suas contínuas escapadelas ao mundo feminino.
Sua vida dividia-se em três diferentes personagens: a do homem de negócios bem-sucedido, mas alcoólatra; a do bom esposo e pai de família; e a do travesti transtornado. Dentro de si, porém, Walt experimentava angústia e desilusão. Tudo em sua vida começou a desmoronar.
Ele foi atrás do álcool como uma espécie de fuga, mas isso só aumentou ainda mais seu desejo de tornar-se uma mulher. Aquela tirana feminina dentro de si começou a tomar cada vez mais espaço e, para pôr fim ao seu tormento, o desesperado Walt tomaria uma decisão trágica e irreversível.
A cirurgia para mudar de sexo
Walt depositou todas as suas esperanças na cirurgia de mudança de sexo. Seria ela a solução a afastar permanentemente a sua dor.
Primeiro, vieram os seios, implantados por cirurgia plástica. Depois, o procedimento de que Walt mais se arrepende: a transformação cirúrgica de seu órgão reprodutor masculino na aparência de um órgão reprodutor feminino.
Walt esperava que o procedimento aliviasse o seu "debilitante estresse psicológico" e fizesse cessar, de uma vez por todas, o conflito que tirava o seu sono desde os tempos da infância. Mas, para o seu desalento, a mudança de sua genitália e de sua aparência externa não teve o mesmo efeito em seu interior.
Depois da operação, a mente de Walt converteu-se em um campo de batalha de pensamentos e desejos conflitantes, que foram se agravando e aumentando a sua crise depressiva. Todo dia após a cirurgia, ficava mais claro que ele tinha cometido um "grande erro". Seu vício no álcool e na cocaína, em uma tentativa patética de afastar a dor emocional, só fazia aumentar a sua miséria e solidão.
Agora, Walt sabia que o bisturi do cirurgião e a amputação de seus órgãos não tinham mudado a sua sexualidade. A cirurgia tinha sido uma "fraude completa". Ele sentiu que não tinha escolha, a não ser viver a vida como uma mulher artificial, uma "impostora".
A tentativa de suicídio
A essa altura, Walt tinha atingido o fundo do poço. A operação havia destruído a sua identidade, a sua família, o seu círculo social e a sua carreira. Desesperado, ele não via mais nada a fazer, senão abraçar a morte. Walt – agora, "Laura Jensen" – tentou saltar de uma cobertura, mas foi impedido por alguém que passava.
Desabrigado e sem dinheiro, aquele "transexual" terminaria vivendo nas ruas, não fosse a ajuda de um bom samaritano, que lhe deu lugar para dormir em sua garagem. Esse novo amigo encorajou Walt a participar dos Alcoólicos Anônimos. Ele aceitou o desafio e, naquele grupo motivacional, percebeu que precisava recorrer a um "poder superior", caso quisesse sair da confusão em que tinha se metido. Estava cada vez mais clara para ele a sua identidade masculina. Ele não era "Laura", mas tão somente um homem envolto numa "fantasia de mulher".
"Eu estava bem consciente de que era agora a escória da humanidade, um marginal, com uma existência descartada e distorcida por minhas próprias escolhas. O álcool, as drogas e aquela cirurgia tornaram-me um inútil para os outros. Eu tinha falhado miseravelmente como o homem que Deus me tinha criado para ser."
Saindo do vale das trevas
Através da ajuda de alguns amigos cristãos, Walt começou uma jornada rumo à cura e à descoberta de sua verdadeira identidade masculina. A primeira chave para vencer a batalha que ardia dentro dele era a sobriedade. Pouco a pouco, ele foi abandonando a bebida e se voltou à religião cristã como nova fonte de força.
Uma vez, durante um momento de oração com seu psicólogo cristão, Walt diz ter experimentado espiritualmente o Senhor, todo vestido de branco, que se aproximou dele com os braços estendidos, abraçou-o com força e disse: "Agora, você está seguro comigo, para sempre". Nesse momento, ele descobriu que só encontraria a cura e a paz que tanto desejava em Jesus Cristo.
Em entrevista a LifeSiteNews.com, Walt conta que aqueles que lutam com sua identidade sexual e acham que a cirurgia de sexo é uma solução "precisam ir a um psicólogo ou psiquiatra, começar uma terapia e cavar bem fundo para investigar o que está causando o seu desejo, porque, nesse assunto, sempre há uma raiz psicológica ou algum caso psiquiátrico não resolvido e que precisa ser explorado".
"É possível levar um ano explorando e tentando entender o que está acontecendo, até que a pessoa aceite o seu sexo e queira viver o projeto que Deus deu preparou para ela", ele diz.
Agora, como um senhor, Walt acredita que, se pudesse voltar no tempo e dar alguns conselhos para si mesmo enquanto jovem, ele diria àquele rapaz imaturo que evitasse a cirurgia de mudança de sexo e procurasse descobrir a raiz oculta em sua vontade de operar-se.
Walt acredita que a sua história testemunha o poder da esperança, ensina que nunca se deve desistir de alguém, não importa quantas vezes ele ou ela caia ou quantas curvas e reviravoltas haja no caminho da recuperação. Acima de tudo – ele diz –, nunca se deve "subestimar o poder de cura da oração e do amor que está nas mãos do Senhor".
Por LifeSiteNews.com | Tradução e adaptação: Equipe CNP
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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Querido pai: carta aberta a um usuário de pornografia



Carta aberta revela os efeitos perniciosos da pornografia no coração de uma mulher e filha.


A carta a seguir foi postada na Internet sob anonimato, dada a natureza do assunto. Foi escrita por uma filha, a seu pai, que era consumidor de material pornográfico. Será mesmo que a pornografia é um "pecado de nada", que só influencia aqueles que a consomem? Qual o seu real impacto na vida das pessoas e das famílias? Eis a resposta, baseada em fatos reais.
Querido pai,

Eu quero que o senhor saiba, em primeiro lugar, que eu o amo e o perdoo pelo que o seu consumo de pornografia me causou. Também queria que o senhor soubesse exatamente o que isso fez à minha vida. O senhor pode pensar que isso afeta apenas o senhor, ou ainda os seus relacionamentos e os da mamãe. Mas isso teve um profundo impacto em mim e em todos os meus irmãos.

Encontrei seu material pornográfico no computador, em algum lugar, por volta dos 12 anos de idade, quando começava a tornar-me uma jovem mulher. Em primeiro lugar, pareceu-me muito hipócrita que o senhor tentasse ensinar-me o valor do que entrava em minha mente, por meio dos filmes, quando, aqui, o senhor entretinha regularmente sua mente com esse lixo. Suas conversas comigo, sobre como tomar cuidado com o que eu assistia, passaram a não significar praticamente nada.

Por causa da pornografia, eu descobri que a mamãe não era a única mulher para a qual o senhor olhava. Passei a notar o seu olhar atrevido quando saíamos de casa. Isso ensinou-me que todos os homens têm o mesmo jeito de olhar e não são confiáveis. Aprendi a desconfiar e até a rejeitar os homens por esse modo como eles observavam as mulheres.

Até onde vai a modéstia, o senhor tentou falar comigo sobre como meu vestido afetava aqueles ao meu redor e como eu deveria valorizar a mim mesma pelo que eu sou interiormente. Suas ações, todavia, me diziam que eu só seria verdadeiramente bonita e aceita se parecesse com as mulheres nas capas de revista ou nos materiais pornográficos. Suas conversas comigo não significaram nada e, na verdade, só me deixaram irritada.

Assim que cresci, só tive essa mensagem reforçada pela cultura em que vivemos. Aquela beleza é algo que só pode ser alcançado se você se parece com "elas". Eu também aprendi a confiar cada vez menos no senhor, já que o que me dizia não se alinhava com o que o senhor fazia. Eu sempre me perguntava se algum dia encontraria um homem que me aceitasse e me amasse por mim e não apenas por meu rosto bonito.
Quando levava minhas amigas para casa, eu me perguntava como o senhor as tratava. O senhor as via como minhas amigas ou como um rosto bonito em uma de suas fantasias? Nenhuma garota deveria sequer imaginar isso a respeito do homem suposto a proteger a ela e às outras mulheres em sua vida.

Eu conheci um homem. Uma das primeiras coisas que lhe perguntei foi sobre sua luta com a pornografia. Agradeço a Deus por não ser algo que tenha tomado tanto controle sobre sua vida. Nós ainda temos lutas por causa da profunda desconfiança dos homens que tenho em meu coração. Sim, o seu consumo de pornografia afetou o meu relacionamento com o meu marido, anos depois.

Se eu pudesse lhe dizer uma coisa, seria isto: a pornografia não afetou apenas a sua vida; afetou todos ao seu redor, de maneiras que eu acho que o senhor não pode sequer imaginar. E ainda me afeta, até hoje, quando eu penso na influência que isso tem em nossa sociedade. Apavoro-me com o dia em que tiver que conversar com meu querido pequeno garoto sobre a pornografia e suas vastas e gananciosas mãos. Quando eu contar a ele como a pornografia, assim como a maior parte dos pecados, afeta muito mais que apenas a nós mesmos.

Como disse, eu já o perdoei. Sou muito agradecida a Deus pelo trabalho que Ele tem feito em minha vida nesta área. É uma área com a qual eu ainda luto de vez em quando, mas sou agradecida pela graça de Deus e pela de meu marido. Rezo para que o senhor supere tudo isso e para que muitos homens que lutam com a pornografia tenham os seus olhos abertos.

Com amor,

Sua filha.

Estudos mostram como a pornografia aprisiona o ser humano

Duas recentes pesquisas científicas mostram os efeitos negativos da pornografia.
William M. Struthers, psicólogo com formação em neurociência e especialista nas bases biológicas do comportamento humano, explica por quê os homens e meninos se sentem tão atraídos pela pornografia.
Ele mostra também como a pornografia consegue “seqüestrar” o cérebro masculino, influenciando até mesmo em seu comportamento.
«Os homens parecem ter sido feitos de tal maneira que a pornografia seqüestra o funcionamento adequado de seus cérebros e tem efeito de longo prazo em seus pensamentos e vidas.» — William M. Struthers, psicólogo
Um segundo estudo mostra os impactos da pornografia na família, no matrimônio e até nos adolescentes. Os efeitos psicológicos da pornografia no matrimônio e na auto-estima das esposas, e as conseqüências, na vida adulta, do consumo de pornografia na adolescência. O estudo foi realizado por Patrick F. Fagan, membro e diretor do Centro de Investigação Sobre o Matrimônio e a Religião, e publicado pela Family Research Council.
A ciência, mais uma vez, confirma o que a Igreja, Mãe e Mestra, sempre ensinou.
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Outro estudo mostra o impacto da pornografia no matrimônio

Por Pe. John Flynn, L. C.
A pornografia é uma distorção visual da sexualidade que supõe uma grande ameaça ao matrimônio, afirma um estudo publicado em dezembro pela Family Research Council.
Patrick F. Fagan, membro e diretor do Centro de Investigação sobre o Matrimônio e a Religião, descrevia os efeitos sociais e piscológicos da pornografia em seu estudo The Effects of Pornography on Individuals, Marriage, Family and Community.
Contrário ao argumento de que a pornografia é um prazer inofensivo, Fagan fazia referência às evidências clínicas que mostram que a pornografia distorce de modo significativo as atitudes e percepções sobre a natureza da sexualidade.
Se os consumidores regulares de pornografia são homens, tendem a ter uma tolerância maior com o comportamento sexual anormal, observava o estudo. Também é um habito muito viciante, devido à produção de hormônios que estimulam as partes responsáveis pelo prazer no cérebro.
Fagan reconhecia que a energia sexual é uma poderosa força e, devido a isso, a sociedade necessita canalizar essa energia de uma forma que promova o bem comum. O casamento legitima a intimidade sexual, que protege as crianças que são resultado do ato sexual, e promove a estabilidade social.
Colocar limites à atividade sexual ajuda os adolescentes enquanto amadurecem para orientar de forma correta sua sexualidade. Infelizmente, comentava o estudo, o desenvolvimento dos modernos meios de comunicação está derrubando estas barreiras e aumenta as formas dos criadores de pornografia entrarem na vida familiar.
Consequências para a família
Ao tratar sobre as consequências para o matrimônio, Fagan faz referência a estudos que demonstram como as mulheres são afetadas pelo consumo de pornografia dos maridos.
Em muitos casos, as esposas desses consumidores de pornografia sofrem danos psicológicos profundos, observava. Entre eles, sensações de traição, perda e desconfiança.
Podem também se sentir pouco atrativas ou não aptas sexualmente, o que por sua vez pode levá-las à depressão.
Fagan acrescentou que os consumidores masculinos de pornografia tendem a diminuir sua implicação emocional em suas relações sexuais, o que acaba fazendo com que suas esposas sofram através da diminuição da intimidade de seus maridos. Em um estudo, os maridos afirmavam desejar menos suas esposas por causa do longo tempo dedicado à pornografia.
A pornografia também tem impacto no lado físico nos relacionamentos. A exposição prolongada promove a insatisfação com o outro e com seu comportamento sexual.
Fagan fazia referência a outros estudos que mostravam que os consumidores de pornografia veem cada vez mais o casamento como um confinamento sexual e isso os leva a duvidar do valor do matrimônio como instituição social.
Verdadeira infidelidade
O distanciamento emocional das esposas e o próprio casamento sofrem as consequências. Fagan dizia que o consumo da pornografia e de outras formas de contato sexual online é considerado por muitas esposas tão prejudicial para a relação como uma infidelidade na vida real.
De fato, os homens e as mulheres reagem à pornografia de modo diferente. Um estudo realizado por estudantes teve como resultado que os homens se transtornavam mais pela infidelidade sexual enquanto que as mulheres pela infidelidade emocional.
Outro estudo examinava os diversos tipos de degradação da pornografia. Tanto homens quanto mulheres qualificavam três temas principais como os mais destrutivos, mas com intensidades diferentes: as mulheres os consideravam mais degradantes que os homens.
O impacto nas mulheres aumenta quando seus maridos se tornam viciados em pornografia.
Fagan citava um estudo que revelou que 40% desses viciados em sexo perdem suas esposas. Não foi investigada a fundo a relação entre pornografia e divórcio, mas um estudo sobre relatos de advogados de divórcio indicava em 68% os casos de divórcios ocasionados por uma das partes que se envolveu em interesses amorosos na internet, e 56% os casos em que uma das partes tinha um interesse obsessivo nas páginas pornográficas da web.
As mulheres não são as únicas que sofrem quando a pornografia se converte em vício.
O estudo de Fagan observava ainda que o consumo frequente de pornografia trás como consequências uma menor auto-estima e uma menor capacidade entre homens de levar uma vida social significativa. Um estudo sobre viciados em pornografia revelou que eles se sentiam angustiados e percebiam que importantes aspectos de suas vidas estavam se deteriorando através de seus vícios.
Ilusão
A pornografia apresenta a atividade sexual como uma espécie de evento esportivo ou diversão inocente, comentava Fagan, sem nenhum impacto importante nas emoções e na saúde. Argumentava que isso simplesmente não corresponde à realidade.
De fato, a pornografia gera percepções distorcidas de realidade social: uma percepção exagerada do nível de atividade sexual da população geral e uma estimativa que aumenta a probabilidade da atividade sexual pré-matrimonial e extra-matrimonial. Também gera uma imaginação do predomínio de perversões como o sexo em grupo, a bestialidade e a atividade sadomasoquista.
“Desta forma, as crenças que se formam na mente do espectador de pornografia estão bastante distantes da realidade”, diz Fagan. “Um exemplo é que o uso repetido de pornografia induz a doença mental em matéria sexual”, conclui.
Entre as distorções criadas pela pornografia estão três crenças:
1. as relações sexuais na natureza são algo recreativo.
2. os homens são em geral sexualmente dominantes.
3. as mulheres são objetos ou bens sexuais.
Em consequência, Fagan descrevia como a pornografia promove a ideia de que a degradação das mulheres é algo aceitável. Além disso, posto que os homens utilizam a pornografia com muito mais frequência que as mulheres, seu predomínio conduz à ideia de que as mulheres são objetos para o sexo ou bens sexuais.
Fagan contava que uma grande quantidade de pornografia é de conteúdo violento. Um estudo dos diferentes meios pornográficos encontrou violência em quase 1/4 das cenas de revistas, e mais de 1/4 nas cenas de vídeos, além de mais de 40% na pornografia online.
Os estudos sugerem que há uma conexão entre a exposição da pornografia e as agressões sexuais, acrescentou. Inclusive o consumo de pornografia não-violenta aumenta a vontade nos homens de forçar suas parceiras sexuais quando estas não consentem.
O consumo de pornografia se associa também a delitos sexuais, afirmava Fagan. Ele cita um estudo de delinquentes sexuais na internet, condenados, que informava que haviam passado mais de 11 horas por semana vendo imagens pornográficas de crianças na internet.
Outros estudos revelaram que uma grande porcentagem de estupradores e violentadores de forma geral viu pornografia durante sua adolescência.
Adolescentes
A pornografia portanto não só danifica matrimônios, mas também tem um forte impacto nos adolescentes. Um estudo sobre adolescentes mostrava que o consumo habitual de pornografia fazia com que não fossem leais com suas namoradas. De igual forma, o uso de pornografia aumentava depois sua infidelidade matrimonial em mais de 300%.
Fagan descrevia como os adolescentes que veem pornografia se desorientam durante a fase de desenvolvimento na qual estão aprendendo a lidar com sua sexualidade e também é quando são mais vulneráveis a incertezas sobre suas crenças sexuais e seus valores morais.
Um estudo sobre adolescentes revelou que o conteúdo explicitamente sexual na internet aumentava de modo significativo suas incertezas sobre sexualidade. 
Existe também uma relação significativa entre ver com frequência pornografia, sentimentos e sensações de solidão, incluindo graves depressões. O alto consumo de pornografia na adolescência pode ser também um fator de importância nas gravidezes adolescentes.
Muito antes da chegada da internet, o Concílio Vaticano II comentava em seu decreto sobre a mídia que, se utilizada de modo apropriado, seria de grande utilidade para a humanidade.
A Igreja “sabe que estes meios, retamente utilizados, prestam ajuda valiosa ao género humano, enquanto contribuem eficazmente para recrear e cultivar os espíritos e para propagar e firmar o reino de Deus; sabe também que os homens podem utilizar tais meios contra o desígnio do Criador e convertê-los em meios da sua própria ruína; mais ainda, sente uma maternal angústia pelos danos que, com o seu mau uso, se têm infligido, com demasiada frequência, à sociedade humana” (n. 2), observava o decreto.
Um mau uso que hoje envenena famílias e casamentos.

sábado, 15 de agosto de 2015

Ex Ator pornô revela por que deixou a indústria pornográfica

Descubra como a pornografia introduziu Randy Spears no mundo das drogas, destruiu os seus relacionamentos e quase arruinou completamente a sua vida.

Por mais longe que possa chegar uma estrela pornô, poucas tiveram uma carreira tão longa e prestigiada quanto Greg, o protagonista do mais novo vídeo do site Fight the New Drug ["Combata a nova droga"].


Randy Spears é um ex-ator e diretor pornográfico, que estrelou aproximadamente 1.000 filmes adultos no decorrer de uma carreira de 23 anos. Aparecendo em seu primeiro filme pornô em 1987, Greg (como ficou conhecido) chegou a tornar-se um dos mais premiados atores da indústria pornográfica, ganhando quatro vezes o prêmio de melhor ator pornô e inclusive gravando o seu nome na "calçada da fama" de filmes adultos.
Entretanto, foi apenas depois que Randy deixou a indústria pornô, em 2011, que ele pôde expôr às pessoas por que entrou nesse mundo perturbador e como tantos anos nessa carreira impactaram de forma profundamente negativa a sua vida.
Conheça com exclusividade a história de Randy Spears e descubra como a sua rápida ascensão na indústria pornográfica introduziu-o no mundo das drogas, destruiu os seus relacionamentos e, finalmente, quase arruinou a sua vida.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Os danos colaterais do uso da pornografia


  • Alguns dos efeitos colaterais da pornografia incluem:
  • 1. Criar vínculo emocional com o mundo artificial

    Todas as pessoas têm uma necessidade crítica de intimidade humana e conexão emocional com os outros. Quando alguém vê pornografia, ele acaba criando um vínculo íntimo com um mundo artificial, e pode realmente perder a capacidade de se relacionar com pessoas reais.
  • 2. Sexo sem intimidade

    Pornografia é o uso do sexo para as razões erradas. Por causa do sexo sem intimidade emocional, a fome subjacente permanece insatisfeita. O espectador começa perguntando o que está errado com seus relacionamentos e fica irritado ou deprimido. Eles acabam se sentindo emocionalmente vazios e desligados daqueles que os rodeiam.
  • 3. Insatisfação

    Embora o uso da pornografia possa ter resultado em um curto prazo de tempo, ele eventualmente resulta em sentimentos vazios, em baixa autoestima e profunda solidão. Posteriormente, cria uma distância emocional nas relações. Por causa do mundo artificial que é, a pornografia não pode satisfazer a necessidade de intimidade emocional, essa necessidade básica permanece inacabada, criando um apetite cada vez maior.
  • 4. Desencadeamento do ciclo de dependência no cérebro

    Estudos mostram que as funções cerebrais mudam em alguém que tem um vício e são as mesmas em todos os vícios: álcool, drogas ou pornografia. Porque o uso da pornografia pode se tornar um vício real, os telespectadores não são capazes de parar através da sua força de vontade. Viciados em pornografia terão que passar pelo mesmo difícil processo de recuperação que um viciado em drogas tem que passar.
  • 5. Frustração

    O uso da pornografia provoca prazer e uma válvula de escape para sentimentos de baixa autoestima, ansiedade, tédio e frustração, criando uma porta de entrada para o vício. Quando a onda de prazer e os sentimentos desaparecem, o vício do usuário reaparece mais forte do que nunca, e eles são obrigados a repetir o ciclo. Com o tempo, sua química cerebral é alterada e um vício plenamente desenvolvido ocorre.
  • 6. Grande decepção

    Inicialmente, vocês foram atraídos para a pornografia por causa das coisas positivas que fizeram a você ("Eu amo a adrenalina que sinto", "Este é o meu passatempo favorito", "Eu me sinto sozinho", "Esta é a minha recompensa depois de passar por um difícil..."). Eventualmente, o vício fará exatamente o oposto ("Eu já não sinto uma resposta emocional em nada", "Não há nada na minha vida que eu goste de fazer", "Eu me sinto totalmente isolado do mundo", "Minha ansiedade e estresse estão em um nível muito elevado...").
  • 7. Imitação da coisa real

    Com a pornografia, nós usamos o sexo como um substituto para nutrir a intimidade e o amor. O sexo torna-se uma mercadoria utilizada para evitar intimidade e mascara necessidades que devem ser atendidas por meio de conexões humanas.
  • 8. A fome constante

    Por essa ser uma substância viciante, ela cria um apetite por si. Esse apetite aumenta com o tempo e você gasta mais e mais tempo vendo pornografia. O tempo gasto vendo pornografia pode prejudicar as relações de trabalho e interesses em passatempos saudáveis.
  • 9. Escalada

    Com o tempo, a visualização da pornografia começa a tornar-se banal. Nós começamos a escalar para um ponto que antes achávamos que seria longe demais ou totalmente errado. Nós sentimos o desejo crescente de fazer coisas que prejudicarão nossa reputação e relacionamentos.
  • 10. Enfraquecimento da verdade

    A longo prazo, a pornografia não vai escorar um ego frágil, não vai preencher o vazio deixado pelas feridas de infância ou abandono, não vai salvar um relacionamento instável ou casamento fracassado e não será satisfatória. Na verdade, ela vai ampliar cada ferida emocional do passado, prejudicar a sua capacidade de atender às suas necessidades emocionais essenciais, danificar a sua capacidade de ter um relacionamento saudável e deixá-lo incapaz de responder sexualmente ou emocionalmente ao seu parceiro.
    Traduzido e adaptado por em,Jaguaraci N. Santos