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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Estudos mostram como a pornografia aprisiona o ser humano

Duas recentes pesquisas científicas mostram os efeitos negativos da pornografia.
William M. Struthers, psicólogo com formação em neurociência e especialista nas bases biológicas do comportamento humano, explica por quê os homens e meninos se sentem tão atraídos pela pornografia.
Ele mostra também como a pornografia consegue “seqüestrar” o cérebro masculino, influenciando até mesmo em seu comportamento.
«Os homens parecem ter sido feitos de tal maneira que a pornografia seqüestra o funcionamento adequado de seus cérebros e tem efeito de longo prazo em seus pensamentos e vidas.» — William M. Struthers, psicólogo
Um segundo estudo mostra os impactos da pornografia na família, no matrimônio e até nos adolescentes. Os efeitos psicológicos da pornografia no matrimônio e na auto-estima das esposas, e as conseqüências, na vida adulta, do consumo de pornografia na adolescência. O estudo foi realizado por Patrick F. Fagan, membro e diretor do Centro de Investigação Sobre o Matrimônio e a Religião, e publicado pela Family Research Council.
A ciência, mais uma vez, confirma o que a Igreja, Mãe e Mestra, sempre ensinou.
***

Outro estudo mostra o impacto da pornografia no matrimônio

Por Pe. John Flynn, L. C.
A pornografia é uma distorção visual da sexualidade que supõe uma grande ameaça ao matrimônio, afirma um estudo publicado em dezembro pela Family Research Council.
Patrick F. Fagan, membro e diretor do Centro de Investigação sobre o Matrimônio e a Religião, descrevia os efeitos sociais e piscológicos da pornografia em seu estudo The Effects of Pornography on Individuals, Marriage, Family and Community.
Contrário ao argumento de que a pornografia é um prazer inofensivo, Fagan fazia referência às evidências clínicas que mostram que a pornografia distorce de modo significativo as atitudes e percepções sobre a natureza da sexualidade.
Se os consumidores regulares de pornografia são homens, tendem a ter uma tolerância maior com o comportamento sexual anormal, observava o estudo. Também é um habito muito viciante, devido à produção de hormônios que estimulam as partes responsáveis pelo prazer no cérebro.
Fagan reconhecia que a energia sexual é uma poderosa força e, devido a isso, a sociedade necessita canalizar essa energia de uma forma que promova o bem comum. O casamento legitima a intimidade sexual, que protege as crianças que são resultado do ato sexual, e promove a estabilidade social.
Colocar limites à atividade sexual ajuda os adolescentes enquanto amadurecem para orientar de forma correta sua sexualidade. Infelizmente, comentava o estudo, o desenvolvimento dos modernos meios de comunicação está derrubando estas barreiras e aumenta as formas dos criadores de pornografia entrarem na vida familiar.
Consequências para a família
Ao tratar sobre as consequências para o matrimônio, Fagan faz referência a estudos que demonstram como as mulheres são afetadas pelo consumo de pornografia dos maridos.
Em muitos casos, as esposas desses consumidores de pornografia sofrem danos psicológicos profundos, observava. Entre eles, sensações de traição, perda e desconfiança.
Podem também se sentir pouco atrativas ou não aptas sexualmente, o que por sua vez pode levá-las à depressão.
Fagan acrescentou que os consumidores masculinos de pornografia tendem a diminuir sua implicação emocional em suas relações sexuais, o que acaba fazendo com que suas esposas sofram através da diminuição da intimidade de seus maridos. Em um estudo, os maridos afirmavam desejar menos suas esposas por causa do longo tempo dedicado à pornografia.
A pornografia também tem impacto no lado físico nos relacionamentos. A exposição prolongada promove a insatisfação com o outro e com seu comportamento sexual.
Fagan fazia referência a outros estudos que mostravam que os consumidores de pornografia veem cada vez mais o casamento como um confinamento sexual e isso os leva a duvidar do valor do matrimônio como instituição social.
Verdadeira infidelidade
O distanciamento emocional das esposas e o próprio casamento sofrem as consequências. Fagan dizia que o consumo da pornografia e de outras formas de contato sexual online é considerado por muitas esposas tão prejudicial para a relação como uma infidelidade na vida real.
De fato, os homens e as mulheres reagem à pornografia de modo diferente. Um estudo realizado por estudantes teve como resultado que os homens se transtornavam mais pela infidelidade sexual enquanto que as mulheres pela infidelidade emocional.
Outro estudo examinava os diversos tipos de degradação da pornografia. Tanto homens quanto mulheres qualificavam três temas principais como os mais destrutivos, mas com intensidades diferentes: as mulheres os consideravam mais degradantes que os homens.
O impacto nas mulheres aumenta quando seus maridos se tornam viciados em pornografia.
Fagan citava um estudo que revelou que 40% desses viciados em sexo perdem suas esposas. Não foi investigada a fundo a relação entre pornografia e divórcio, mas um estudo sobre relatos de advogados de divórcio indicava em 68% os casos de divórcios ocasionados por uma das partes que se envolveu em interesses amorosos na internet, e 56% os casos em que uma das partes tinha um interesse obsessivo nas páginas pornográficas da web.
As mulheres não são as únicas que sofrem quando a pornografia se converte em vício.
O estudo de Fagan observava ainda que o consumo frequente de pornografia trás como consequências uma menor auto-estima e uma menor capacidade entre homens de levar uma vida social significativa. Um estudo sobre viciados em pornografia revelou que eles se sentiam angustiados e percebiam que importantes aspectos de suas vidas estavam se deteriorando através de seus vícios.
Ilusão
A pornografia apresenta a atividade sexual como uma espécie de evento esportivo ou diversão inocente, comentava Fagan, sem nenhum impacto importante nas emoções e na saúde. Argumentava que isso simplesmente não corresponde à realidade.
De fato, a pornografia gera percepções distorcidas de realidade social: uma percepção exagerada do nível de atividade sexual da população geral e uma estimativa que aumenta a probabilidade da atividade sexual pré-matrimonial e extra-matrimonial. Também gera uma imaginação do predomínio de perversões como o sexo em grupo, a bestialidade e a atividade sadomasoquista.
“Desta forma, as crenças que se formam na mente do espectador de pornografia estão bastante distantes da realidade”, diz Fagan. “Um exemplo é que o uso repetido de pornografia induz a doença mental em matéria sexual”, conclui.
Entre as distorções criadas pela pornografia estão três crenças:
1. as relações sexuais na natureza são algo recreativo.
2. os homens são em geral sexualmente dominantes.
3. as mulheres são objetos ou bens sexuais.
Em consequência, Fagan descrevia como a pornografia promove a ideia de que a degradação das mulheres é algo aceitável. Além disso, posto que os homens utilizam a pornografia com muito mais frequência que as mulheres, seu predomínio conduz à ideia de que as mulheres são objetos para o sexo ou bens sexuais.
Fagan contava que uma grande quantidade de pornografia é de conteúdo violento. Um estudo dos diferentes meios pornográficos encontrou violência em quase 1/4 das cenas de revistas, e mais de 1/4 nas cenas de vídeos, além de mais de 40% na pornografia online.
Os estudos sugerem que há uma conexão entre a exposição da pornografia e as agressões sexuais, acrescentou. Inclusive o consumo de pornografia não-violenta aumenta a vontade nos homens de forçar suas parceiras sexuais quando estas não consentem.
O consumo de pornografia se associa também a delitos sexuais, afirmava Fagan. Ele cita um estudo de delinquentes sexuais na internet, condenados, que informava que haviam passado mais de 11 horas por semana vendo imagens pornográficas de crianças na internet.
Outros estudos revelaram que uma grande porcentagem de estupradores e violentadores de forma geral viu pornografia durante sua adolescência.
Adolescentes
A pornografia portanto não só danifica matrimônios, mas também tem um forte impacto nos adolescentes. Um estudo sobre adolescentes mostrava que o consumo habitual de pornografia fazia com que não fossem leais com suas namoradas. De igual forma, o uso de pornografia aumentava depois sua infidelidade matrimonial em mais de 300%.
Fagan descrevia como os adolescentes que veem pornografia se desorientam durante a fase de desenvolvimento na qual estão aprendendo a lidar com sua sexualidade e também é quando são mais vulneráveis a incertezas sobre suas crenças sexuais e seus valores morais.
Um estudo sobre adolescentes revelou que o conteúdo explicitamente sexual na internet aumentava de modo significativo suas incertezas sobre sexualidade. 
Existe também uma relação significativa entre ver com frequência pornografia, sentimentos e sensações de solidão, incluindo graves depressões. O alto consumo de pornografia na adolescência pode ser também um fator de importância nas gravidezes adolescentes.
Muito antes da chegada da internet, o Concílio Vaticano II comentava em seu decreto sobre a mídia que, se utilizada de modo apropriado, seria de grande utilidade para a humanidade.
A Igreja “sabe que estes meios, retamente utilizados, prestam ajuda valiosa ao género humano, enquanto contribuem eficazmente para recrear e cultivar os espíritos e para propagar e firmar o reino de Deus; sabe também que os homens podem utilizar tais meios contra o desígnio do Criador e convertê-los em meios da sua própria ruína; mais ainda, sente uma maternal angústia pelos danos que, com o seu mau uso, se têm infligido, com demasiada frequência, à sociedade humana” (n. 2), observava o decreto.
Um mau uso que hoje envenena famílias e casamentos.

As fases do vício em pornografia

Revendo a literatura sobre os efeitos da pornografia, há uma variedade de evidências que sugerem severos danos relacionados à exposição a pornografia. Essas evidências provêm de relatos clínicos, estudos de campo e de estudos de laboratório.

Como psicólogo clínico, eu tratei, ao longo dos anos, aproximadamente 350 pessoas viciadas em sexo, e pessoas com doenças sexuais, sendo que 96% deles eram homens. Os episódios às vezes incluíam coisas como abuso de crianças, exibicionismo, voyeurismo, sadomasoquismo, fetichismo e estupro. Com algumas exceções, a pornografia foi um componente facilitador para que eles se envolvessem nesses desvios ou vícios sexuais.

Primeiro Passo – o Vício

A primeira mudança que acontecia na pessoa era o efeito viciante. Os consumidores de material pornográfico ficavam presos ao vício. Uma vez tendo olhado esse tipo de material, eles ficavam querendo sempre mais e mais. O material funcionava como um poderoso estimulante sexual, ou efeito afrodisíaco, seguido pela satisfação sexual, a maioria das vezes com a masturbação. A pornografia trazia fantasias muito excitantes e poderosas, que eles freqüentemente relembravam e elaboravam em sua imaginação.

Uma vez viciados, eles não eram capazes de deixar essa dependência por si mesmos, apesar das consequências negativas tais como divórcio, perda da família, e problemas com a lei (abuso de colegas de trabalho, assédio sexual, crimes sexuais).

Descobri também que a maioria dos meus pacientes masculinos mais inteligentes pareciam ser mais vulneráveis, talvez por terem maior capacidade de fantasiar, o que aumentava a intensidade da experiência e os fazia mais suscetíveis ao vício.

Um de meus pacientes estava tão profundamente viciado que não conseguia ficar longe da pornografia. Para quem não é viciado, é difícil compreender a natureza completamente obsessiva de um viciado em sexo. Quando o vício “bate” com força, nada os impede de ir atrás do que querem, seja ver pornografia acompanhada de masturbação, fazer sexo com uma prostituta, abusar de uma criança ou estuprar uma mulher. Esses homens ficaram consumidos pelos seus apetites, não importando o custo das consequências. Suas vidas ficaram completamente dominadas pelo vício.

Segundo Passo – Efeito-escalada

A segunda fase representa um efeito-escalada. Com o passar do tempo, a pessoa viciada necessitará de material sexual mais forte, mais explícito, mais desviante, mais “sujo” a fim de conseguir sua excitação e euforia sexual. É o mesmo efeito que acontece com viciados em droga. Eles precisam cada vez de mais estímulo para conseguir o mesmo efeito inicial.

Estar casado ou em um relacionamento com uma parceira sexual desejada não resolve seu problema. Seu vício e o efeito-escalada se devem às poderosas imagens sexuais em suas mentes, implantadas ali pela exposição à pornografia.

Tive muitos casais clientes onde a esposa, em meio a lágrimas, contava que o marido preferia se masturbar olhando para pornografia do que fazer amor com ela.

Terceira fase – Dessensibilização

A terceira fase era a dessensibilização. O material (em livros, revistas ou filmes) que era originalmente percebido como chocante, uma quebra de tabu, ilegal, repulsivo, ou imoral, agora passa a ser visto como aceitável e comum. A atividade sexual mostrada na pornografia (não importa quão anti-social ou desviante seja) se torna legitimada. Havia um crescente sentido de “todo mundo faz”, e isso dava permissão para fazer também, mesmo sendo a atividade possivelmente ilegal ou contrária aos padrões e crenças morais anteriores da pessoa.

Quarta fase – Agindo sexualmente

A quarta fase era uma tendência crescente a agir sexualmente, colocando em prática os comportamentos vistos na pornografia, incluindo promiscuidade compulsiva, exibicionismo, sexo com várias pessoas, voyeurismo, abuso de menores, estupro, práticas sádicas ou masoquistas. Esse comportamento freqüentemente crescia até se tornar em um vício sexual no qual eles se achavam presos e incapazes de mudar, não importando que consequências negativas aquilo teria para suas vidas.

(*) O autor é Ph.D. em psicologia pela Universidade de Berkeley, e atualmente é psicoterapeuta especialista em família e vícios sexuais. Ele é também Professor Emérito da Universidade de Utah e presidente de “Marriage and Family Enrichment”, um grupo de palestrantes nacionais, além de ser autor de vários livros sobre os prejuízos da pornografia.

Trecho de artigo, traduzido e adaptado do site Obscenity Crimes


Fonte: Vida e Castidade

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Os danos colaterais do uso da pornografia


  • Alguns dos efeitos colaterais da pornografia incluem:
  • 1. Criar vínculo emocional com o mundo artificial

    Todas as pessoas têm uma necessidade crítica de intimidade humana e conexão emocional com os outros. Quando alguém vê pornografia, ele acaba criando um vínculo íntimo com um mundo artificial, e pode realmente perder a capacidade de se relacionar com pessoas reais.
  • 2. Sexo sem intimidade

    Pornografia é o uso do sexo para as razões erradas. Por causa do sexo sem intimidade emocional, a fome subjacente permanece insatisfeita. O espectador começa perguntando o que está errado com seus relacionamentos e fica irritado ou deprimido. Eles acabam se sentindo emocionalmente vazios e desligados daqueles que os rodeiam.
  • 3. Insatisfação

    Embora o uso da pornografia possa ter resultado em um curto prazo de tempo, ele eventualmente resulta em sentimentos vazios, em baixa autoestima e profunda solidão. Posteriormente, cria uma distância emocional nas relações. Por causa do mundo artificial que é, a pornografia não pode satisfazer a necessidade de intimidade emocional, essa necessidade básica permanece inacabada, criando um apetite cada vez maior.
  • 4. Desencadeamento do ciclo de dependência no cérebro

    Estudos mostram que as funções cerebrais mudam em alguém que tem um vício e são as mesmas em todos os vícios: álcool, drogas ou pornografia. Porque o uso da pornografia pode se tornar um vício real, os telespectadores não são capazes de parar através da sua força de vontade. Viciados em pornografia terão que passar pelo mesmo difícil processo de recuperação que um viciado em drogas tem que passar.
  • 5. Frustração

    O uso da pornografia provoca prazer e uma válvula de escape para sentimentos de baixa autoestima, ansiedade, tédio e frustração, criando uma porta de entrada para o vício. Quando a onda de prazer e os sentimentos desaparecem, o vício do usuário reaparece mais forte do que nunca, e eles são obrigados a repetir o ciclo. Com o tempo, sua química cerebral é alterada e um vício plenamente desenvolvido ocorre.
  • 6. Grande decepção

    Inicialmente, vocês foram atraídos para a pornografia por causa das coisas positivas que fizeram a você ("Eu amo a adrenalina que sinto", "Este é o meu passatempo favorito", "Eu me sinto sozinho", "Esta é a minha recompensa depois de passar por um difícil..."). Eventualmente, o vício fará exatamente o oposto ("Eu já não sinto uma resposta emocional em nada", "Não há nada na minha vida que eu goste de fazer", "Eu me sinto totalmente isolado do mundo", "Minha ansiedade e estresse estão em um nível muito elevado...").
  • 7. Imitação da coisa real

    Com a pornografia, nós usamos o sexo como um substituto para nutrir a intimidade e o amor. O sexo torna-se uma mercadoria utilizada para evitar intimidade e mascara necessidades que devem ser atendidas por meio de conexões humanas.
  • 8. A fome constante

    Por essa ser uma substância viciante, ela cria um apetite por si. Esse apetite aumenta com o tempo e você gasta mais e mais tempo vendo pornografia. O tempo gasto vendo pornografia pode prejudicar as relações de trabalho e interesses em passatempos saudáveis.
  • 9. Escalada

    Com o tempo, a visualização da pornografia começa a tornar-se banal. Nós começamos a escalar para um ponto que antes achávamos que seria longe demais ou totalmente errado. Nós sentimos o desejo crescente de fazer coisas que prejudicarão nossa reputação e relacionamentos.
  • 10. Enfraquecimento da verdade

    A longo prazo, a pornografia não vai escorar um ego frágil, não vai preencher o vazio deixado pelas feridas de infância ou abandono, não vai salvar um relacionamento instável ou casamento fracassado e não será satisfatória. Na verdade, ela vai ampliar cada ferida emocional do passado, prejudicar a sua capacidade de atender às suas necessidades emocionais essenciais, danificar a sua capacidade de ter um relacionamento saudável e deixá-lo incapaz de responder sexualmente ou emocionalmente ao seu parceiro.
    Traduzido e adaptado por em,Jaguaraci N. Santos

Estudo diz que pornografia pode ser prejudicial ao cérebro

Estimular cérebro com eletricidade acelera aprendizado, diz estudo (Foto:  Corbis Royalty Free)Pornografia pode estar associada a redução da
atividade cerebral (Foto: Corbis Royalty Free)
Homens que passam muito tempo vendo pornografia na internet parecem ter menos matéria cinzenta em certas partes do cérebro e sofrem redução de sua atividade cerebral, indica um estudo alemão publicado nesta quinta-feira (29) nos Estados Unidos.
"Encontramos um importante vínculo negativo entre o ato de ver pornografia durante várias horas por semana e o volume de matéria cinzenta no corpo estriado direito do cérebro", assim como a atividade do córtex pré-frontal, escrevem os cientistas do Instituto Max Planck para o Desenvolvimento Humano em Berlim.
"Esses efeitos poderiam incluir mudanças na plasticidade neuronal resultante de intensa estimulação no centro do prazer", acrescentou o estudo, publicado na edição online da revista "JAMA Psychiatry", da Associação Médica Americana.

Para realizar a pesquisa, os autores recrutaram 64 homens saudáveis com idades de 21 a 45 anos, aos quais pediram para responder a um questionário sobre o tempo que dedicavam a assistir a vídeos pornográficos. O resultado foi, em média, de quatro horas semanais.
Os autores, no entanto, não puderam provar que esses fenômenos sejam causados diretamente pelo consumo de pornografia e, por isso, afirmam que é necessário continuar com as pesquisas. Mas, segundo eles, o estudo já fornece um primeiro indício da existência de uma relação entre o ato de assistir a pornografia e a redução do tamanho e da atividade do cérebro como reação ao estímulo sexual.
Os voluntários também foram submetidos a um exame de ressonância magnética do cérebro para medir seu volume e observar como ele reagia às imagens pornográficas.
Na maioria dos casos, quanto mais pornografia os indivíduos viam, mais diminuía o corpo estriado do cérebro, uma pequena estrutura nervosa bem abaixo do córtex cerebral.
Os cientistas também observaram que, quanto maior o consumo de imagens pornográficas, mais se deterioravam as conexões entre o corpo estriado e o córtex pré-frontal, que é a camada externa do cérebro encarregada do comportamento e da tomada de decisões.